mercredi 25 mai 2011
mercredi 6 avril 2011
jeudi 17 mars 2011
Ervanária Angolana - Huambo
J’ai rencontré l’Herboriste dans le garage d’un mécanicien et c’est sur son invitation que j’ai pu visite sa boutique.
Les herboristes sont toujours à l’affût des plantes qui jaillissent au milieu du foutoir des garagistes!
Uma pequena loja dum ervanário na entrada dum edifício no Huambo, Angola. Mesmo durante a guerra civil (1975-2002), ele nunca parou de trabalhar. A loja já não é o que era, e o Sr. ervanário, também Testemunho de Jeová, já não serve aos clientes as plantas medicinais dentro de pequenos sacos com rótulos apropriados (vejam em baixo). Apesar disto, ele tem sempre tudo o que for preciso para aliviar as pessoas. A maior parte dos seus produtos vêem do Brasil. Basta ir ao grande mercado de Alemanha, localizado a poucos quilómetros do centro da cidade do Huambo, para perceber o quanto essa antiga lojinha é mesmo uma curiosidade. No mercado, as vendedoras são legiões e, seguramente, os seus produtos não são importados de tão longe. Encontrei o homem na oficina dum mecânico e foi como convidado que fui até a sua loja. Os ervanários estão sempre à procura de plantas que brotam no meio da bagunça dos mecânicos!
mercredi 16 mars 2011
Premier rêve moche - O primeiro sonho feio.
Action: Un groupe se dirige vers une église improvisée de Dieu est Amour dans le quartier Tràs da Cadeia, un quartier populeux de la ville de São Tomé sur l’île du même nom, une des deux îles de l’archipel dit des “Iles du milieu du Monde”. Il fait nuit noire, pas un chat. Au fronton de petites boutiques de quartier, qui vendent à l’année un stock de spaghettis, sauce tomate plus oignons du Portugal, piles et bougies directement importée de Fàtima, quelques guirlandes en plastiques bordées de lumière électrique couinent une version aimablement massacrée de Mon beau sapin. Un appel plaintif aux aliens qui nichent au fin fond du noir de l’espace interstellaire pour que São-Tomé ne soit jamais un repère sur leur carte de voyage. Un groupe marche, le plus petit mène le train. Trois mioches et deux gonzesses qui n’ont pas encore dépassé le méchant cap des 15 ans. Ils filent à toute berzingue, salut les fantômes passants en les jaugeant à leur silhouette. Ils ne parlent pas. L’obscurité les enveloppe et, quand l’un d’eux bute sur un caillou mal placé, il lâche systématiquement un: “Baise de merde, il faut qu’on lui en colle une!”, ou un “Capverdien, race de chiens!”. Poésie du noir à laquelle répond systématiquement une voix: “Il a piqué tout le pognon de notre mère”. Un classique. Et ils le savent par avance, ce n’est pas Dieu est Amour qui le leur rendra. Mais c’est vers lui qu’ils cheminent avec le fin projet d’attraper par le collet ce “vaurien qui l’a épousé juste pour pouvoir la cogner quand ça lui prend”. Là-bas, plus au sud, un chien à qui une jeep imbibée jusqu’aux pistons de touristes nordiques vient de briser l’échine, regarde un morceau de Lune que les nuages ont bien voulu laisser passer. “Ah! Mais où est-elle, pense t-il, je n’ai même pas eu le temps d’humecter son museau avant de m’en aller”.
Fin du premier rêve.
Couverture de Lenin Oil, Dom Quixote, Portugal, 2006.Da memória dos homens
Açoitados humilhados liberdade era cantar
Em meio a tanto sofrimento liberdade era cantar
Em meio a tanto sofrimento liberdade era cantar
Aguardando aquele dia que algo iria mudar
Aguardando aquele dia que algo iria mudar
Mas minha alma livre sempre será sempre a cantar
Aguardando aquele dia que algo iria mudar a história
Brancos, amarelos, negros vivem juntos
Amarelos, negros, brancos vivem juntos
Numa consciência somos criação de jah
Grita o velho negro na senzala
Prendam-me as mãos e os pés mas minha alma
Grito o velho negro na senzala sempre a cantar
Natu pa minueto
Grita o velho negro na senzala"


Lenin Oil, sobre o romance:
O poder do petróleo na África misteriosa (quel programme!) História de um agente norte-americano, residente em São Tomé que trabalha para o Departamento de Estado recolhendo informação sobre o petróleo. Este homem encontra um nativo, Lenin, que tem uma pseudo-empresa de representações chamada Lenin Oil, e participa, simultaneamente, de uma conspiração para derrubar o corrupto sistema político da ilha. A narração decorre em três tempos, sempre pela voz do agente americano: narração exterior dos acontecimentos, cartas dele para o Departamento de Estado e cartas a um amigo, muito mais íntimas, e de tonalidade onírica, penetradas pelos mistérios de África.
Os personagens centrais serão devorados pelos acontecimentos: a malária e a revolta.
Casse-croûte
vendredi 26 novembre 2010
Baby Please Don't Go
Don't come here runnin'
Baby, screamin' an cryin'
Now, you got a home, darlin'
Long as I've got mine
I'm goin' by the pawn shop
'On put my watch in pawn
I'm goin' by the pawn shop
I'm-a put my watch in pawn, on my own
No more, nobody tell me
How long my baby's been gone
(guitar)
I'm washin' my jumper, darlin'
Starch my *overhauls
Hey, wash my jumper, baby
Starch my overhauls
I might get up in the mo'nin
I'm 'on catch that Cannonball
Hey, hey-ey
It's bye-bye, bye-bye, baby
Hey-ey
And bye-bye, bye, bye, baby
I'm goin' away, babe
But I won't be gone for long.
Fred Mcdowell - Baby Please Don't Go
lundi 22 novembre 2010
52 historias - Livro-agenda perpétua ACEP
jeudi 14 octobre 2010
A Mangueira. Le manguier.



Penteados - Coiffures






vendredi 8 octobre 2010
Djuku

Nara


samedi 2 octobre 2010
Huambo: Quartier de Sao-Bras - Bairro de Sao-Bras.


jeudi 22 avril 2010
dimanche 14 février 2010
Point - Espace . Ponto - Espaço

Fraicheur de fevrier. Frescura de Feveireiro
dimanche 13 décembre 2009
La broderie de Marcia: A Viagem da Djuku
L'image ci-dessous est une superbe broderie réalisée par la famille de Marcia, que je ne connais pas, à partir d'une illustration de A Viagem da Djuku, publie aux éditions Caminho en 2003. Marcia est élève à l'école de Freixinho EB1/JI Vitorino dos Piães, Beira, Portugal, et cette broderie n'est qu'une partie d'un ensemble plus vaste realise sur le thème de la "multiculturalite".
C'est un peu plus au nord-ouest de Freixinho, dans la région de Viana do Castelo et de Guimaraes, que sont produits les trésors de la broderie traditionnelle portugaise. En juin 2009, avec de jeunes étudiants américains (Fiber Department, Mica), dont j'étais le guide, j’ai eu la chance de visiter l'entreprise Isilda Parente a Perre. Ce qu'ils font est tout simplement merveilleux. Si vous en avez l'occasion, passez les voir.
Mais pour revenir A viagem de Djuku (Au voyage de Djoukou): Ce livre m'aura décidemment donné beaucoup de plaisir. Plaisir d'écriture d'abord, plaisir de rencontres ensuite. J'ai eu l'occasion d'aller présenter le livre dans quelques écoles et bibliothèques portugaises et les rencontres autour de Djuku, ont toujours été chaleureuses. De savoir que quelqu’un ait réalisé une broderie sur le sujet, me laisse plus que ravie! Obrigado Marcia!
Partindo de uma das questões mais relevantes da actualidade – a imigração e a integração de estrangeiros na sociedade portuguesa – este conto, com soberbas ilustrações de Éric Lambé, repletas de exotismo e recriando com expressividade o encontro de culturas de que o texto fala, apela a um olhar mais atento, e também mais solidário e tolerante, perante o outro, a sua cultura e a sua especificidade. A multiculturalidade ganha, pois, neste livro, uma particular atenção, talvez pelo facto de os seus autores serem estrangeiros. Identidade e alteridade são algumas das linhas de leitura de um texto particularmente poético que revela a faceta de escritor de um dos ilustradores que tem marcado o panorama editorial português dos últimos anos".
http://www.casadaleitura.org/portalbeta/bo/portal.pl?pag=sol_la_fichaLivro&id=857


























